
Santana de Parnaíba é referência na história do Estado de São Paulo, pois daqui partiram os Bandeirantes em empreitadas para todos os cantos do Brasil na captura de índios em busca de ouro. O movimento foi tão forte, que ampliou as divisas, transformando um país em um continente.
A cidade de Santana de Parnaíba foi fundada em 1580 por Suzana Dias, filha e mãe de Bandeirantes, a qual corajosamente – como a maioria das mulheres daquela época no país, cuidava dos negócios, das terras e da família como verdadeira matriarca.
São muitos os nomes de Bandeirantes associados à Parnaíba de séculos atrás, afinal essa cidade foi por eles construída. Um desses conquistadores foi Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro Anhanguera, realizou inúmeras bandeiras pelo sertão, chegando até Goiás, mas tendo Parnaíba como ponto de partida e de volta.
Há registros da Câmara Parnaibana de 1682 que documentam a atuação de Anhanguera, como um de seus juízes e, juntamente com o procurador de Parnaíba, propôs consertos nos caminhos e pontes muito rudimentares para serventia dos munícipes.
O filho de Anhanguera, homônimo do pai, também nasceu em Parnaíba e, desde os 14 anos de idade, já mostrava sua resistência ao acompanhar o pai em suas empreitadas pela região central do Brasil. Foi esse segundo Anhanguera que entrou para a história como um dos últimos Bandeirantes, juntamente com Fernão Dias Pais de Barros, entre outros mais.
A ETEC Bartolomeu Bueno da Silva – Anhanguera ganhou esse nome justamente como homenagem às raízes de Santana de Parnaíba e a seus Anhangueras, assim como ocorreu com a instalação do SENAI na cidade, que homenageou sua fundadora, a matriarca Suzana Dias.
A história dos Bandeirantes percorreu não só o caminho da sobrevivência, mas da superação e da conquista e seus descendentes parnaibanos, que têm muito orgulho disso. Nos anos de 1600 e 1700, não havia mais do que algumas centenas de habitantes, mas hoje são mais de 120 mil.